Um brinde à ciência

Quase 900 pesquisadores dedicaram parte das suas noites de segunda, terça e quarta-feira (14, 15 e 16 de maio) para falar de ciência com o público não especializado. Reunidos em bares e – muitos deles – com o copo de cerveja na mão, eles fizeram parte da programação do festival de divulgação científica Pint of Science. O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino organizou uma sessão especial no Rio de Janeiro, onde se falou sobre a importância da microbiota humana, isto é, dos micro-organismos que habitam nosso corpo, para a manutenção da saúde.

Fernando Bozza, Gabriel de Freitas e Heitor de Souza tiram dúvidas sobre microbiota humana e saúde (crédito da imagem: Pint of Science Brasil).

O neurocientista Stevens Rehen, o pediatra Arnaldo Prata Barbosa, o neurologista Gabriel de Freitas, o gastroenterologista Heitor de Souza, o infectologista Fernando Bozza e a jornalista Catarina Chagas, todos parte da equipe do Instituto D’Or, conduziram o bate-papo que lotou o bar Teto Solar, em Botafogo, com quase 200 pessoas.

Organizado principalmente por voluntários, o Pint of Science foi criado na Inglaterra em 2013 e, hoje, envolve 21 países e quase 300 cidades, que promovem eventos simultâneos, sempre no mês de maio. Esta é a quarta vez que o evento é realizado no Brasil. O país, junto com a Espanha, é recordista em número de cidades envolvidas – 56, em todas as regiões. “O objetivo é promover conversas interessantes e relevantes sobre as pesquisas científicas mais recentes, em um formato acessível ao público”, declara a página oficial do evento internacional.

Público interage com os especialistas (crédito da imagem: Pint of Science Brasil).

A primeira cidade brasileira a participar foi São Carlos (SP), que hospedou o Pint of Science em 2015. Em 2016, o festival chegou ao Rio de Janeiro, já com a participação do Instituto D’Or, que apresentou o tema "As tecnologias reconfigurando nosso cérebro", com Stevens Rehen e Fernanda Tovar-Moll, além de Rogério Pannizzutti, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2017, o Instituto D’Or participou com a mesa “Ciência no Cinema”, em que participaram Rehen e Gabriel de Freitas, além de Mauro Rebelo (UFRJ) e Milton Moraes (Fundação Oswaldo Cruz).

(crédito da imagem: kjpargeter / Freepik)