Pesquisa clínica

Instituto D’Or e Rede D’Or São Luiz participam do desenvolvimento de novos medicamentos e tecnologias para a saúde, em busca de avanços no combate a problemas como câncer, tromboembolismo e doença de Crohn.

O desenvolvimento de uma nova terapia contra qualquer doença passa por muitas etapas. Antes de realizar testes em seres humanos, os cientistas realizam outros tipos de testes, in vitro (quer dizer, em células ou tecidos isolados) e in vivo (isto é, em animais), que servem como um modelo de como a substância testada vai agir sobre o organismo humano. Porém, embora ajudem – e muito –, esses modelos não são perfeitos, e, no final, é preciso testar também em pessoas. A realização de testes em seres humanos requer uma série de cuidados técnicos e éticos. Esses estudos podem levar anos, mas são absolutamente necessários, pois garantem que, no futuro, os pacientes receberão um tratamento realmente seguro e eficaz. Os projetos de pesquisa que envolvem testes de novas substâncias ou dispositivos em seres humanos são conhecidos como ensaios clínicos e, muitas vezes, acontecem dentro de grandes hospitais como os da Rede D’Or São Luiz (RDSL).

Na RDSL, o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) é a unidade responsável pela realização desses ensaios. “Somos procurados por pesquisadores e indústrias da saúde pelo alto potencial de recrutamento que temos como rede”, celebra a enfermeira Natalia Zerbinatti Salvador, gerente nacional de pesquisa clínica do IDOR. “Hoje, somos 36 unidades no Brasil, com hospitais estrategicamente localizados para atender os mais de 40 milhões de usuários de plano de saúde no país. Além disso, temos profissionais conceituados na comunidade cientifica e uma equipe especializada com grande experiência na condução de ensaios clínicos”, completa.

Compromisso ético

Todo projeto de pesquisa com seres humanos precisa ser aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), formado por profissionais de diferentes áreas e também por representantes da sociedade civil. O papel do CEP é avaliar se o projeto está dentro dos padrões éticos desejados e respeita os direitos, a segurança, a dignidade e o bem-estar dos pacientes, que optam voluntariamente por participar da pesquisa – nenhum

teste é realizado sem autorização do paciente ou seu responsável legal, no caso de menores de idade. Depois de passar pela avaliação do Comitê de Ética da instituição local, alguns projetos de pesquisa clínica – por exemplo, os que envolvem cooperação internacional – devem também obter autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão do Ministério da Saúde responsável pela regulamentação dos ensaios clínicos no Brasil.

A RDSL e o IDOR possuem Comitês de Ética em Pesquisa que avaliam os aspectos éticos dos projetos que serão conduzidos dentro de suas unidades.

O IDOR atua em parceria com indústrias farmacêuticas e instituições de pesquisa do Brasil e do mundo. A equipe de pesquisa clínica conta, hoje, com 12 colaboradores no Rio e em São Paulo, cuja principal função é garantir a segurança dos pacientes e assegurar que execução do projeto respeite os critérios éticos e científicos estabelecidos. “Estamos implantando um projeto de modelo de gestão centralizado para a condução dos projetos de pesquisa clínica em território nacional”, adianta Salvador.

Benefícios para a Rede

Parte das pesquisas clínicas realizadas pelo IDOR acontece por iniciativa dos pesquisadores da casa. Em outras situações, o IDOR é procurado por indústrias farmacêuticas que desejam realizar ensaios clínicos para validar medicamentos que estão desenvolvendo ou para os quais buscam novas aplicações. Nesse caso, o desenho da pesquisa é de responsabilidade da empresa, e o IDOR oferece o suporte para a execução do projeto.

Nas duas situações, ganha a RDSL. “Com a realização de estudos clínicos em nossas unidades, podemos fornecer tratamentos inovadores para os nossos pacientes, além de gerar e disseminar o conhecimento entre nossos colaboradores, possibilitando um avanço da assistência com a incorporação de novas drogas ou novas tecnologias”, garante a enfermeira.

Atualmente, os principais projetos de pesquisa clínica em andamento no IDOR no Rio de Janeiro são realizados em parceria com hospitais como Copa D’Or e Quinta D’Or, além de centros médicos, como a unidade Sorocaba. Estão em execução ensaios nas áreas de doença de Crohn, câncer de mama e próstata, acidente vascular cerebral, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, malformação pediátrica, cardiologia e medicina intensiva. Em São Paulo, foram iniciados projetos nas áreas de oncologia, cardio-oncoloogia, cardiologia e tromboembolismo, em parceria com Hospital Itaim, Clínica OncoStar e Hospital São Luiz Unidade Anália Franco. Em breve, devem ser iniciados também estudos no Distrito Federal, na área de oncologia, na Clínica Acreditar e no Hospital Santa Luzia.

(Texto originalmente publicado na revista Nossa Rede.)