Novas vocações para a ciência

IDOR recebe alunas de ensino médio para uma visita aos laboratórios e conversa com neurocientistas.

Este ano, o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) foi procurado pelo Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart) para oferecer a duas alunas de ensino médio uma experiência inesquecível: conhecer o dia a dia de um laboratório de pesquisa. Cursando, respectivamente, o segundo e o terceiro anos do Colégio pH de Botafogo, as estudantes Ingrid da Silva do Nascimento e Maria Thereza Rodrigues Silva querem se tornar neurocientistas e estiveram no IDOR para conversar com alguns especialistas da área.

Um deles foi Stevens Rehen, pesquisador do IDOR e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele contou às alunas como é o dia a dia de um pesquisador e quais são suas aspirações, além de explicar um pouco das investigações que desenvolve em seu laboratório, como os trabalhos com células pluripotentes e minicérebros. Em seguida, o também neurocientista Theo Marins, doutorando do IDOR e da UFRJ, levou Ingrid e Maria Thereza para conhecerem as instalações do instituto, onde são desenvolvidas pesquisas em áreas como processamento de imagens, neurofeedback e reprogramação celular.

Achei superprodutivo o dia, aprendi sobre várias coisas que eu não sabia, como os minicérebros, e sobre como esse profissional [o neurocientista] se liga aos pacientes. Foram pontos importantes!”, disse Maria Thereza. “A visita e a atenção que nos deram contribuíram muito para meu aprendizado e minha escolha”, complementou Ingrid.

Criado em 1999, o Ismart tem como objetivo identificar jovens talentos em comunidades de baixa renda. Os adolescentes selecionados, que têm entre 12 e 15 anos de idade, recebem bolsas para estudar em escolas particulares de excelência e têm acesso a programas de desenvolvimento e orientação profissional, até o ingresso na universidade.